Dormência nas pernas pode parecer inofensiva à primeira vista. Afinal, quem nunca sentiu formigamento depois de permanecer muito tempo sentado ou de cruzar as pernas sem perceber o tempo passar? Mas, em nossa experiência na Clínica ATTA, notamos que esse sintoma muitas vezes revela mais do que apenas desconforto passageiro. Formigamento, perda de sensibilidade ou sensação de queimação devem sempre ser avaliados com atenção, principalmente quando persistem ou vêm acompanhados de outros sintomas.
Por que não devemos subestimar a dormência nas pernas?
É natural buscar explicações leves para a dormência: postura inadequada, pressão sobre o nervo por um tempo, cansaço. Porém, não se trata apenas de um incômodo trivial. Em muitos casos, pode sinalizar problemas vasculares ou neurológicos importantes, que merecem investigação.
Dormência recorrente ou prolongada exige atenção especializada para evitar complicações e garantir qualidade de vida.
Ouça o seu corpo: sinais sutis podem indicar o início de algo maior.
As 8 principais causas de dormência nas pernas
Com base nas queixas que acompanhamos diariamente, listamos as causas mais frequentes e relevantes:
- Insuficiência venosa crônica: quando as veias não conseguem devolver o sangue adequadamente para o coração, provocando acúmulo de líquido, sensação de peso, inchaço e, sim, dormência.
- Varizes: veias dilatadas que dificultam a circulação, muito comuns a partir dos 30 anos, principalmente entre mulheres. A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) aponta que 38% da população brasileira sofre com o problema, chegando a 70% nos idosos.
- Neuropatias periféricas: lesões nos nervos das pernas, causadas por diabetes, alcoolismo, carência de vitaminas ou exposição a toxinas.
- Síndrome de Guillain-Barré: doença autoimune rara, de evolução rápida, que provoca fraqueza, formigamento e dormência iniciando nos pés e subindo pelo corpo.
- Síndrome das pernas inquietas: segundo o Jornal da USP, afeta até 10% dos adultos acima de 40 anos. Provoca necessidade irresistível de mexer as pernas, dormência e formigamento à noite.
- Mau posicionamento e má postura: cruzar as pernas por tempo prolongado, sentar sobre os calcanhares ou manter posturas inadequadas podem comprimir nervos e gerar dormência temporária.
- Uso de certos medicamentos: alguns remédios podem interferir na função dos nervos, causando parestesia nas extremidades inferiores.
- Quadros musculares e ortopédicos: hérnias de disco, compressão de nervos pela coluna, estiramentos e lesões musculares também entram na lista de causas.

Como diferenciar causas vasculares e neurológicas?
Nem sempre conseguimos saber se a dormência tem origem na circulação ou nos nervos, mas alguns indícios ajudam:
- Causas vasculares: Geralmente vêm acompanhadas de inchaço nos tornozelos, sensação de peso, mudança na cor da pele (vermelhidão, escurecimento ou manchas), veias dilatadas e melhora dos sintomas ao elevar as pernas.
- Causas neurológicas: Apresentam perda de sensibilidade, formigamento constante, queimação nas solas ou dedos, sensação de choque, dormência que pode progredir para a perda de força muscular.
Segundo a SBACV, graus leves de insuficiência venosa podem atingir 80% da população, mas sinais de alerta como úlceras e feridas próximas aos tornozelos afetam cerca de 1% das pessoas (IFSC/USP). Ou seja, a atenção preventiva faz diferença.
Nem toda dormência é simples; fique atento à evolução dos sintomas.
Quando devo me preocupar e buscar médico?
Existem situações em que recomendamos buscar orientação vascular ou neurológica o mais rápido possível. São elas:
- Dormência que piora rapidamente ou se espalha pelas pernas.
- Inchaço súbito e desproporcional nos membros.
- Dor intensa ao caminhar, mesmo pequenas distâncias.
- Escurecimento, palidez ou manchas na pele, principalmente nos tornozelos.
- Feridas que não cicatrizam, especialmente próximo aos tornozelos.
- Perda de força ou dificuldade para movimentar as pernas.
Esses sintomas são sinais de alerta e exigem avaliação médica urgente, principalmente se houver histórico de doenças vasculares, diabetes ou problemas de circulação.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa sempre por uma boa conversa: histórico clínico, avaliação dos sintomas e exame físico das pernas e pés. Em seguida, lançamos mão de exames complementares para diferenciar se a causa é vascular ou neurológica.
- Ultrassonografia Doppler: padrão-ouro para diagnóstico de insuficiência venosa, mapeia as veias de forma detalhada, sem dor ou riscos.
- Testes de sensibilidade e força muscular: investigam funcionamento dos nervos e músculos.
- Exames laboratoriais e eletroneuromiografia: ajudam a diferenciar causas metabólicas e lesões nervosas.
A tecnologia avançou muito e, na Clínica ATTA, utilizamos o que há de mais moderno para tornar o diagnóstico mais rápido, confortável e preciso, evitando filas e internações desnecessárias.
Tratamentos modernos: menos invasivos, mais resultados
O tratamento varia conforme a causa identificada. Para varizes e insuficiência venosa, aplicamos protolos atuais como a Técnica ATTA (Ablação Térmica Total Assistida), criada pelo Dr. Daniel Amatuzi, que emprega o endolaser guiado por ultrassom. Essa é uma solução ambulatorial, sem cortes e com recuperação rápida, que se alinha ao conceito de luxo, zelo e precisão que prezamos.
- Laser endovenoso: fecha a veia doente com energia térmica, sem necessidade de cortes, internamento ou anestesia geral.
- Escleroterapia: aplicação de substâncias para secar vasinhos e pequenas varizes, indicada em situações específicas. Saiba mais em nosso conteúdo sobre alternativas modernas à escleroterapia.
- Radiofrequência: técnica semelhante ao laser, voltada para veias safenas, com ótimos resultados estéticos e funcionais.
A recuperação costuma ser muito rápida, permitindo retorno quase imediato às atividades diárias. Saiba mais detalhes sobre como cuidar das pernas após procedimentos modernos acessando nosso artigo: como cuidar das pernas após o tratamento ATTA.

Dicas práticas de prevenção e qualidade de vida
Sabemos que informação e prevenção andam juntos. Por isso, separamos orientações úteis para quem quer evitar dormência ou cuidar melhor da saúde vascular:
- Levantar-se a cada 30-40 minutos quando estiver sentado por longos períodos.
- Praticar exercícios como caminhar, pedalar e nadar, pois estimulam a circulação.
- Evitar cruzar as pernas por tempo prolongado.
- Controlar o peso corporal.
- Usar meias de compressão sob orientação médica, caso existam sinais de insuficiência venosa.
- Manter alimentação equilibrada, rica em vitaminas e minerais.
Mover as pernas é cuidar do corpo e da mente.
Em nosso blog, reunimos diversos conteúdos sobre saúde vascular que podem orientar escolhas diárias mais conscientes.
Sintomas associados: quando o alerta é maior?
A dormência acompanhada de dor, inchaço, alteração na coloração da pele ou feridas próximas aos tornozelos merece avaliação com um angiologista. Se desejar, recomendamos conhecer alguns sinais de alerta no artigo: 7 sinais para buscar um especialista vascular.
No projeto das Clínicas ATTA, valorizamos a avaliação cuidadosa e personalizada, feita por profissionais certificados e com tecnologia de ponta. Assim, garantimos saúde, confiança, estética e bem-estar para todos.
Conclusão
Dormência nas pernas nunca deve ser ignorada. Seja causada por postura, problemas vasculares ou alterações neurológicas, buscar diagnóstico certo e tratamento seguro faz toda diferença para sua tranquilidade. Aposte no cuidado informado, procure profissionais certificados e lembre-se: bem-estar é sentir-se livre para caminhar, vestir o que quiser e viver sem limitações.
Se ficou com dúvidas, consulte nossos conteúdos sobre endolaser para varizes ou agende uma avaliação. Na Clínica ATTA, nossa missão é promover liberdade com ciência, precisão e zelo em cada detalhe dos seus cuidados.
Perguntas frequentes sobre dormência nas pernas
O que pode causar dormência nas pernas?
Dormência nas pernas pode ter diversas causas, desde problemas circulatórios como insuficiência venosa e varizes, até neuropatias periféricas (como diabetes, alcoolismo e carências vitamínicas), síndromes neurológicas, mau posicionamento, uso de medicamentos e até hérnias de disco. É recomendável investigar através de avaliação clínica detalhada, principalmente se houver persistência ou episódios recorrentes.
Quando a dormência nas pernas é perigosa?
A dormência é preocupante quando surge de repente, evolui rapidamente, vem acompanhada de dor intensa, inchaço, alterações de cor da pele ou perda de força muscular. Nesses casos, a orientação é buscar atendimento médico imediato, pois pode indicar quadros vasculares graves ou doenças neurológicas progressivas.
Quais sintomas acompanham dormência nas pernas?
Além do formigamento ou perda de sensibilidade, é comum notar sintomas como inchaço, sensação de peso, alteração de cor da pele, veias aparentes, dor ao caminhar, feridas perto dos tornozelos e, em situações neurológicas, sensação de queimação ou perda de força muscular. A combinação desses sintomas sugere a necessidade de avaliação com especialista.
Como aliviar dormência nas pernas em casa?
Em situações ocasionais, pode-se aliviar a dormência movendo as pernas, mudando de posição, fazendo pequenas caminhadas ou elevando os membros. Evite cruzar as pernas por muito tempo e procure manter hábitos saudáveis para saúde vascular. Entretanto, se o sintoma for frequente, persistente ou acompanhado de outros sinais, busque orientação profissional para diagnóstico preciso.
Dormência nas pernas pode indicar AVC?
Dormência nas pernas raramente é o único sinal de AVC, mas se vier associada a perda súbita de força, dificuldade para falar, desvio da boca ou perda de coordenação, procure socorro de emergência imediatamente. O mais comum é que a dormência isolada tenha causas vasculares periféricas ou neurológicas menos graves, mas em caso de suspeita de AVC, tempo é fundamental para evitar sequelas.
