Nas últimas décadas, temos acompanhado uma transformação nítida na abordagem e no tratamento das doenças vasculares. Uma das grandes inovações da flebologia moderna é o entendimento e o cuidado direcionado às varizes localizadas na região pélvica, uma condição frequentemente silenciosa, mas que oferece grande impacto na qualidade de vida, especialmente de mulheres, em idade fértil. Em nossas clínicas ATTA, privilegiamos não apenas a tecnologia, mas a busca constante pelo cuidado especial e resultado estético impecável, valores que direcionam cada atendimento ao paciente.
O que são varizes pélvicas?
Quando falamos em varizes, a maioria de nós imagina aquelas veias dilatadas e visíveis nas pernas. Porém, existe uma manifestação vascular menos conhecida: as veias dilatadas e tortuosas formadas dentro da pelve, região baixa do abdômen. Esse quadro, chamado de varizes pélvicas, ocorre devido a uma insuficiência venosa crônica na pelve – as veias perdem sua tonicidade e as válvulas, que deveriam encaminhar o sangue de volta ao coração, tornam-se ineficazes. O resultado é o acúmulo e refluxo sanguíneo na região pélvica.
Ao contrário do que muitos pensam, essas veias dilatadas não ficam visíveis sob a pele, pois estão localizadas internamente, em veias que envolvem o útero, ovários e bexiga. Por isso, o diagnóstico pode ser mais desafiador, e os sintomas acabam se confundindo com outras condições ginecológicas ou gastrointestinais.
Principais causas das varizes pélvicas
Compreender a origem das varizes na pelve é fundamental para orientar o tratamento individualizado. Vários fatores contribuem para o desenvolvimento desta condição, mas destacamos os seguintes como os mais relevantes:
- Alterações hormonais: hormônios femininos, como o estrogênio e a progesterona, podem relaxar as paredes das veias, favorecendo a dilatação.
- Gravidez: período em que há aumento do volume sanguíneo, pressão sobre as veias pélvicas e alterações hormonais intensas, potencializando o risco.
- Disfunção venosa genética: histórico familiar, tendência à fragilidade das veias e válvulas ineficazes.
- Sedentarismo e obesidade: dificultam o retorno venoso e podem agravar o quadro.
- Postura inadequada: ficar muito tempo sentada ou em pé durante o dia desregula o fluxo sanguíneo.
Em nossa experiência clínica, observamos que mulheres entre 20 e 45 anos são o grupo mais afetado, especialmente aquelas que já passaram por uma ou mais gestações. No entanto, vale ressaltar que homens também podem desenvolver insuficiência venosa pélvica, embora seja mais raro e geralmente associado a alterações anatômicas específicas.
Como se manifestam os sintomas?
A presença de varizes na pelve costuma ser marcada por sinais inespecíficos que desafiam o diagnóstico imediato. O sintoma clássico é a dor pélvica crônica, especialmente após longos períodos em pé ou sentada, durante o ciclo menstrual ou após relações sexuais.

Destacamos abaixo as principais queixas relatadas:
- Dor pélvica constante ou intermitente, que pode variar de moderada a intensa.
- Sensação de peso ou pressão na parte baixa do abdômen, principalmente ao final do dia.
- Agravamento da dor durante ou após a relação sexual (dispareunia).
- Desconforto menstrual exacerbado.
- Piora dos sintomas ao ficar em pé por tempo prolongado ou ao carregar pesos.
- Em alguns casos, junto com varizes abdominais, glúteos ou parte interna das coxas.
- Necessidade frequente de urinar, em consequência da compressão de veias sobre a bexiga.
A dor persistente limita a rotina e reduz o bem-estar.
Muitas vezes, pessoas com insuficiência venosa pélvica passam anos atribuindo esses sintomas a cólicas menstruais, infecções urinárias recorrentes, endometriose ou outras desordens ginecológicas, retardando o diagnóstico e o início do tratamento correto.
Impacto das varizes pélvicas na qualidade de vida
É impossível ignorar o impacto emocional e social do desconforto pélvico crônico. Quem vive com a doença sabe: a dor e a sensação de peso dificultam o convívio, restringem o lazer, abalam a produtividade no trabalho e alteram a vida sexual. Em muitos casos, o medo da dor após o contato íntimo leva a uma redução involuntária das relações, afetando inclusive questões psicológicas e relacionais.
Em nossa prática diária, presenciamos pacientes que relatam não encontrar alívio mesmo com o uso de analgésicos ou anti-inflamatórios. A frustração por buscar ginecologistas, fazer exames e não encontrar causa para suas dores é frequente. Esse contexto reforça nosso compromisso com o cuidado olhar atento à saúde vascular feminina e a busca constante por métodos diagnósticos avançados.
Além dos prejuízos pessoais, o atraso no diagnóstico pode provocar complicações adicionais, como o desenvolvimento de varizes nas pernas, agravamento da insuficiência venosa em outras regiões, maior risco de flebites ou até mesmo tromboses.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico das varizes internas na pelve exige raciocínio clínico aguçado, conhecimento dos sintomas característicos e utilização de métodos de imagem modernos. Nossa avaliação é sempre multidisciplinar, considerando aspectos vasculares e ginecológicos.
Exame clínico detalhado
Durante a consulta, investigamos queixas compatíveis com insuficiência venosa pélvica e examinamos a presença de varizes em localizações incomuns, como região vulvar, glúteos e coxas. A partir disso, indicamos exames específicos para confirmar a hipótese.
Exames de imagem: precisão no diagnóstico
Para visualizar os vasos alterados da pelve, utilizamos técnicas de imagem avançada que revolucionaram a detecção da doença:
- Ultrassom Doppler transvaginal ou abdominal: método inicial utilizado para identificar refluxo e dilatação das veias pélvicas e ovarianas. Não invasivo, é de fácil acesso e ótimo custo-benefício.
- Angiorressonância magnética: recurso sofisticado, ideal para mapear a anatomia vascular pélvica em detalhes, identificar pontos de refluxo e distinguir varizes pélvicas de outras doenças (como endometriose).
- Venografia pélvica: exame invasivo, realizado apenas em casos selecionados, quando há dúvida diagnóstica mesmo após exames não invasivos. Permite visualização direta das veias e já pode ser associada à embolização terapêutica.

No contexto das clínicas ATTA, nos mantemos atualizados com técnicas modernas de imagem, garantindo diagnósticos cada vez mais precisos e rápidos. A avaliação por especialistas em saúde vascular é fundamental, pois até mesmo exames sofisticados podem deixar dúvidas se não forem interpretados com conhecimento específico.
Em nosso blog, temos conteúdos completos sobre exames vasculares e tecnologia no tratamento das doenças venosas, como no artigo sobre tecnologia e tratamentos de varizes.
Tratamentos modernos para varizes pélvicas
A medicina vascular passou por avanços importantes. Abandonamos os procedimentos dolorosos e invasivos do passado em favor de soluções minimamente invasivas, com recuperação rápida, alto grau de precisão e ótimos resultados estéticos, preocupações centrais para as clínicas ATTA.
Embolização das veias pélvicas
A embolização é hoje a técnica mais recomendada para o tratamento das varizes internas da pelve. Consiste na oclusão seletiva das veias comprometidas, promovida por via endovascular, ou seja, sem cortes ou necessidade de cirurgia convencional.

- Anestesia local e sedação leve, proporcionando conforto ao paciente.
- Cateterismo venoso pela virilha ou braço, permitindo acesso interno até as veias afetadas.
- Introdução de pequenas molas metálicas (coils) ou agentes esclerosantes para bloquear o fluxo sanguíneo nas veias dilatadas.
- Alta hospitalar no mesmo dia e retorno precoce às atividades cotidianas.
Em nossas clínicas ATTA, priorizamos protocolos modernos que entregam resultados superiores em segurança, durabilidade e estética do tratamento, sempre com zelo e precisão. A embolização pélvica se destaca como solução eficaz, com baixíssimos riscos e altos índices de sucesso, especialmente quando comparada aos procedimentos antigos, invasivos e com maiores chances de complicações.
Laser endovascular (endolaser) nas varizes pélvicas
Apesar de serem ainda mais comuns no tratamento das varizes nas pernas, as tecnologias de endolaser avançaram e já são aplicáveis, em situações selecionadas, para tratar refluxos venosos pélvicos que comprometem as veias safenas e vasos tributários conectados à pelve.
Nossa experiência com a Técnica ATTA – Ablação Térmica Total Assistida, exclusiva de nossas clínicas e criada pelo Dr. Daniel Amatuzi, trouxe uma revolução ao associar o laser endovascular ao tratamento venoso, garantindo precisão incomparável, sem cortes, sem internação e, principalmente, sem cicatrizes. Existe um ganho estético e funcional que impacta diretamente no bem-estar do paciente. Se compararmos, o laser oferece resultados mais previsíveis, menos dor e uma recuperação mais célere em relação à cirurgia tradicional.
Para saber mais sobre o uso do endolaser em tratamentos vasculares, sugerimos a leitura do nosso conteúdo sobre endolaser e estética vascular.
Laser moderno é, sem dúvida, a melhor escolha onde houver indicação!
Quando indicamos cada tratamento?
A estratégia terapêutica depende do tamanho e localização das veias atingidas, grau de refluxo demonstrado nos exames e histórico individual do paciente.
- Para varizes pélvicas de médio e grande calibre, com sintomas persistentes e impacto funcional, indicamos embolização venosa ou, em casos específicos, terapia endolaser com Técnica ATTA.
- Em quadros leves, medidas comportamentais e acompanhamento podem ser suficientes em curto prazo, com reavaliação periódica por especialista vascular.
- Tratamentos farmacológicos podem ser orientados em casos selecionados, como suporte à terapia principal, mas nunca são suficientes para resolver quadros avançados por si só.
Não recomendamos, em nossos protocolos, métodos tradicionais ultrapassados, como cirurgias abertas, pois apresentam maior risco, recuperação longa e resultados estéticos insatisfatórios.
Importância do acompanhamento por especialista vascular
Uma dúvida frequente de quem convive com dor pélvica crônica é: devo procurar um ginecologista ou um angiologista? A resposta mais adequada é: ambos podem atuar de modo integrado, mas somente o vascular possui treinamento aprofundado na fisiopatologia da insuficiência venosa pélvica e nas técnicas modernas de intervenção guiada por imagem.

Em nosso artigo 7 sinais para buscar um especialista vascular, detalhamos situações em que o médico vascular faz toda diferença no diagnóstico preciso e no direcionamento dos melhores tratamentos.
No contexto das clínicas ATTA, priorizamos tecnologia de ponta, equipe altamente capacitada e protocolos exclusivos, como a Técnica ATTA, referência no tratamento de veias safenas e varizes, inclusive as de perfil pélvico, sempre utilizando laser e evitando métodos desatualizados.
É fundamental esclarecer: nem todas as varizes internas causam sintomas graves, mas toda dor pélvica crônica e inexplicada merece uma investigação vascular minuciosa.
Diferença entre tratamentos modernos e convencionais
A medicina evoluiu, e os resultados dos novos métodos são inquestionáveis.
- Cirurgias abertas: Necessitam de cortes, internação e repouso prolongado. Frequentemente deixam cicatrizes e aumentam o risco de complicações.
- Escleroterapia com espuma: Possui limitações na região pélvica devido ao acesso difícil e risco potencial de complicações.
- Abordagens minimamente invasivas (laser, embolização): Não exigem cortes, são feitas sob anestesia local, oferecem retorno mais rápido às atividades cotidianas e resultados estéticos superiores.

Ao comparar as opções disponíveis, estamos convictos de que, sempre que houver possibilidade, as técnicas baseadas em laser, como a Técnica ATTA, e os métodos de embolização, proporcionam tratamento mais seguro, preciso, sem cortes e sem necessidade de internação. O lado estético, tão valorizado por nossos pacientes, também é beneficiado, pois evitamos cicatrizes e deformidades.
Temos desenvolvido conteúdos exclusivos sobre alternativas modernas à escleroterapia no nosso blog, aprofundando as indicações de cada método: quando optar e alternativas modernas à escleroterapia.
Prevenção e fatores de risco para varizes pélvicas
Nem sempre é possível evitar totalmente o desenvolvimento das varizes internas da pelve, principalmente quando há predisposição genética forte. Ainda assim, algumas medidas podem retardar o aparecimento dos sintomas e reduzir a gravidade dos quadros já instalados:
- Manter rotina de exercícios físicos regulares, como caminhar, pedalar ou nadar.
- Evitar longos períodos sentada ou de pé fixo, mudando de posição sempre que possível.
- Investir em alimentação equilibrada, priorizando fibras e controle do peso.
- Controlar fatores hormonais sob acompanhamento médico, especialmente em quem faz reposição hormonal.
- Atenção redobrada durante a gestação, com acompanhamento vascular em casos de dor persistente.
- Evitar roupas muito apertadas que dificultem o retorno venoso.
A avaliação precoce em clínicas especializadas, como as da ATTA, é o caminho mais seguro para minimizar riscos e indicar o tratamento preciso no momento certo.
Papel do diagnóstico precoce e multidisciplinaridade
O diagnóstico precoce é determinante para evitar complicações graves, como trombose pélvica, infertilidade ou dor de difícil tratamento posteriormente. Por isso, orientamos que todo quadro suspeito seja avaliado o quanto antes pelo especialista vascular.

A abordagem multidisciplinar, unindo conhecimento vascular e ginecológico, potencializa a solução rápida, menos invasiva e mais segura ao paciente. Muitas pessoas que passam pelas clínicas ATTA relatam que só encontraram alívio quando buscaram abordagem vascular direcionada, após anos entre consultas e exames genéricos sem resolução.
O futuro dos tratamentos de varizes pélvicas
O que enxergamos para os próximos anos é a ampliação das opções cada vez menos invasivas e mais eficazes, como o avanço dos sistemas de navegação por imagem, lasers de nova geração e técnicas personalizadas como a Técnica ATTA. A medicina estética caminha junto desse processo, oferecendo não só alívio clínico, mas também autoestima recuperada.
Menos dor, mais beleza. O moderno é também cuidar do autocuidado.
Temos orgulho de sermos pioneiros na difusão das técnicas mais seguras, precisas e com melhor resultado estético para quem busca viver plenamente, sem as limitações das dores pélvicas recorrentes.
Quando procurar avaliação e como agendar
Se você busca mais informações, sente dores inexplicadas na região baixa do abdômen ou percebe alterações que afetam sua rotina, é hora de buscar um especialista vascular. Propomos sempre uma escuta atenta, avaliação precisa e acesso a soluções inovadoras que priorizam saúde, estética, capricho e tecnologia. Conheça outros conteúdos sobre saúde vascular navegando em nosso canal especializado em saúde vascular.
Conclusão
Percebemos, ao longo desse artigo, que as varizes pélvicas representam uma condição frequentemente negligenciada, mas que pode ser identificada e tratada com precisão a partir de protocolos modernos. Acreditamos na medicina baseada em tecnologia, humanidade e estética – princípios que movem todas as nossas unidades ATTA. Recombinamos atenção à saúde vascular das mulheres e o acesso às opções terapêuticas mais seguras, minimamente invasivas e focadas em rápido reestabelecimento.
Se você se reconhece em algum dos sintomas descritos ou deseja saber mais sobre tecnologias de ponta aplicadas ao tratamento de veias da pelve, convidamos a conhecer de perto nosso time de especialistas e descobrir como a Técnica ATTA pode transformar sua experiência com saúde e bem-estar. Marque uma avaliação em uma de nossas unidades de Campinas ou Barueri (Alphaville) e veja de perto o cuidado especial que reservamos a você. Seu bem-estar começa com informação de qualidade e escolhas inteligentes.
Perguntas frequentes sobre varizes pélvicas
O que são varizes pélvicas?
Varizes pélvicas são veias dilatadas e tortuosas localizadas no interior da cavidade pélvica, principalmente ao redor do útero, ovários e bexiga. Elas surgem por fraqueza nas paredes venenosas e mau funcionamento das válvulas, levando ao acúmulo de sangue e refluxo na região.
Quais os sintomas das varizes pélvicas?
Os sintomas mais comuns incluem dor pélvica crônica, sensação de peso ou pressão no baixo ventre, desconforto que aumenta após longos períodos sentada ou em pé, dor durante ou após a relação sexual, desconforto menstrual exacerbado, e possível presença de varizes visíveis em coxas, glúteos ou região vulvar.
Como é feito o diagnóstico das varizes pélvicas?
O diagnóstico é realizado através da avaliação clínica detalhada associada ao uso de exames de imagem, como o ultrassom Doppler transvaginal ou abdominal, angiorressonância magnética e, em situações específicas, venografia pélvica. Esses métodos ajudam a identificar as veias dilatadas e o grau de refluxo venoso.
Quais os tratamentos atuais para varizes pélvicas?
Os tratamentos mais modernos incluem a embolização venosa (oclusão das veias pelo cateterismo) e, em casos selecionados, o laser endovascular com a Técnica ATTA. São procedimentos minimamente invasivos, sem cortes, realizados por angiologista ou cirurgião vascular treinado, e garantem alta eficácia, rápida recuperação e resultados estéticos superiores.
Varizes pélvicas têm cura?
Com as abordagens modernas, baseadas em técnicas endovasculares e em laser, como as oferecidas pelas clínicas ATTA, é possível eliminar os sintomas, restaurar a qualidade de vida e prevenir complicações. Embora a predisposição genética não possa ser anulada, o tratamento correto oferece controle efetivo e, em grande parte dos casos, a resolução do quadro.
